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Londres – lista de posts

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Ai, a terra da rainha é cheia de encantamentos.

É linda, charmosa, limpa, super kids friendly, cheia de atrações que enchem os olhos de todos. Mistura contos de fada, história e realidade.

Sabe que até os dias cinzentos conseguem ser charmosos por lá?

Então, reserve um pequeno guarda-chuva, faça uma oração para São Pedro e embarque sem dúvidas. Você não vai se arrepender.

E olha, não sou da turma do must qualquer coisa, mas só para Londres abro exceção: kids must go!

Londres – nossas coordenadas – 01/07/2012

Londres – as crianças amaram Westminster, Parlamento, Big Ben, London Eye, Aquário – 03/07/2012

Londres – as crianças amaram London Tower e Tower Bridge – 04/07/2012

Londres – as crianças curtiram a troca da guarda e Kensington – 08/07/2012

Londres – um conto de fadas real – 10/07/2012

Post do Dito (08 anos) – Londres é muito legal para as crianças – 08/07/2012

Londres – as crianças amaram Westminster, Parlamento, London Eye, Aquário e patinação no gelo

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Parliament St. – Westminster – Big Ben – Houses of Parliament – Westminster Bridge – London Eye – London Aquarium – Patinação no gelo – Hingerford Foot Bridge

Nosso primeiro passeio por Londres começou com uma caminhada pela Parliament St. e Square até a Abadia de Westminster, onde a rainha Elizabeth foi coroada e onde ocorreram muitos dos casamentos reais – inclusive o de Kate e William quatro meses depois de nossa visita.

A Abadia é linda, imponente, mas não conseguimos visitá-la. 😦 É que naquela época ela tinha uns horários meio irregulares para visitação por estar em obras para o casamento do príncipe William. Tínhamos a intenção de assistir ao coro da Abadia, que canta diariamente às 17:00 horas, mas as apresentações estavam suspensas naquela semana. Enfim, fica para a próxima…

De qualquer forma fica a dica: cheque os horários de visitação da Abadia.

Continuamos nossa caminhada até o Big Ben, que é na verdade o sino do relógio famoso. No jubileu de 60 anos da coroação da rainha Elizabeth a torre do relógio foi rebatizada Elizabeth Tower.

A próxima parada foi na Houses of Parliament, que permite visitação em algumas sessões, só que crianças não podem entrar. Mais que compreensível, né?

Finalmente chegamos ao Tamisa e o atravessamos em direção à London Eye, a roda-gigante gigante construída para a passagem do milênio. A volta na London Eye não é baratinha, mas é um programa muiiiito legal. Dura cerca de 30 minutos e dá para ver toda a cidade, bem devagarinho. As crianças amaram, não perca.

Deixo seis dicas:

1) só vale a pena se o dia estiver aberto, assim é possível de fato ter uma linda vista da cidade;

2) quando ela começa a descer se posicione de costas para a cidade e de frente para uma câmara que tem no alto, próximo à porta, e terá uma bela foto com Londres e o parlamento ao fundo;

3) à noite quando a cidade está iluminada a vista é especialmente bonita;

4) não pegamos fila na London Eye, mas já li e ouvi relatos de que nos finais de semana e nas férias de verão a fila pode ser bem grande. Na dúvida, reserve seus tickets pelo site.;

5) compre ingressos combinados para o Aquário, London Eye e algum outro passeio que possa te interessar; e

6) se lhe cair como uma luva, use o Familiy Ticket para 02 adultos e 02 crianças. Cheque as opções aqui e aqui.

Da London Eye fomos para o London Aquarium, ficam quase em frente um ao outro no County Hall. Enorme com raias, tubarões, pingüins, caranguejos, piranhas, estrelas do mar, peixes, peixinhos e peixões 🙂 É possível ver os animais sendo alimentados! Outro grande programa para as crianças, elas amaram.

Nossas dicas sobre o Aquário:

1) compre os ingressos combinados para o Aquário e London Eye, fica mais barato e cheque se o Family Ticket  é uma boa opção para você;

2) num dia chuvoso o Aquário é uma boa opção de passeio, só que aí a London Eye fica prejudicada…

E o dia ainda não acabou. Ao lado do County Hall, no Jubilee Garden, tem pista de patinação no gelo e carrossel!

Ah, informação de suma importância para viajem com as crianças: no County Hall tem várias opções de restaurantes e cafés para suas refeições. Ninguém vai passar fome nesse dia, tá? E se por acaso precisar de trocador também terá sempre um à mão. Não falei que Londres era kids friendly? 🙂

Terminamos nosso passeio atravessando a Hingerford Foot Bridge comendo algodão doce e exaustos. Prontos para uma noite restauradora.

Algodão doce e Big Ben, ou melhor Elizabeth Tower

E você achava que em Londres não tinha nada para fazer com as crianças?

Londres – London Tower e Tower Bridge

Londres – as crianças amaram London Tower e Tower Bridge

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Post anterior: Londres – as crianças amaram Westminster, Parlamento, Big Ben, London Eye, Aquário e patinação no gelo

Você acha que crianças não gostam de museu? Experimente leva-las para ver as Jóias da Coroa britânica.

Foi isso que fizemos em nosso segundo dia em Londres. Nos dirigimos para a Torre de Londres onde tem a Jewel House, bem ao lado da Tower Bridge.

O complexo é uma fortaleza ao lado do rio Tamisa e começou a ser erguido em 1708. Um complexo murado construído em pedras para proteger Londres de ataques. Ao longo dos seus muitos anos foi prisão, local de armazenamento do arsenal da cidade, lar de vários reis e Casa da Moeda onde todas as moedas da Grã-Bretanha foram cunhadas até 1810. As crianças já adoraram o “cenário”, mas a coisa mais inacreditável que este complexo abriga, e que encantou as crianças, é o museu com as Jóias da Coroa.

Fonte: Pintrest

A entrada é protegida pelos soldadinhos de chumbo da rainha, lá dentro tem apresentações mostrando as cenas da coroação da Rainha Elizabeth e contando as histórias dos reis e rainhas inglesas intercalados com pinturas que retratam as coroações e algumas das jóias que fizeram parte das cerimônias. Tem coroas que foram usadas por reis e rainhas ingleses desde 1661!

Soldadinhos de chumbo guardando as Jóias da Coroa

Na medida em que caminhamos vamos sendo apresentados às jóias e algumas das insígnias usadas nas coroações e cerimonias oficiais: orbes, anéis, colheres, capas, cetros, coroas. Tem peças com mais de 800 anos!

O ápice da visita acontece na sala onde estão as coroas e cetros. Lá tem a delicada e linda coroa da Rainha Victória, a coroa que a Rainha Elizabeth usa na abertura dos trabalhos do Parlamento todos os anos, o cetro com o maior diamante do mundo, a coroa que os reis e rainhas vestem em Westminster ao serem coroados, entre várias outras coroas :-O.

A coroa que a rainha usa para abrir as sessões anuais do Parlamento

A coroa que a rainha usa para abrir as sessões anuais do Parlamento

Inesquecível para todos, as crianças saem de lá encantadas!

No complexo também é possível visitar algumas celas, locais com histórias de assassinatos – dentre eles o de Ana Bolena esposa de Henrique VIII, salas de tortura, o palácio Medival, a White Tower e um prédio com um arsenal histórico de armas. Papis e Dito visitaram a Torre da Tortura, programa que não atraiu as meninas da turma ;-),  mas não negam que a grande atração é mesmo a Jewel House. Então não perca!

O maior diamante do mundo

O maior diamante do mundo

Aliás as crianças ficaram tão encantadas que nas noites seguintes a brincadeira deles no quarto do hotel era coroar a Iaiá a rainha da família. 🙂

Agora a informação importantíssima para quem viaja com as crianças: lá também tem restaurantes, cafés, fraldários. Você vai encontrar tudo o que precisar.

Aliás no complexo da Tower of London crianças são super bem vindas. Tem até avisos, inclusive este do site que copiei abaixo, de que barulhos, aplausos e exclamações são bem vindos! E acredite exclamações acontecem freqüentemente aí.

Nossa dica: Family tickets são mais em conta e flexíveis: 02 adultos e até 06 crianças! Também tem opções de tickets combinados para outros museus.

Mas vá preparado para um passeio mais longo. Especialmente a Jewel House tem uma boa fila. Então o passeio acaba ficando um pouco mais longo.

E olha, o passeio ainda não acabou, saindo do complexo ainda dá para caminhar pelas margens do Tamisa até a Tower Bridge. Mas fique sabendo: para tirar a melhor foto é melhor longe dela, tá?

Não é que temos algumas fotos com céu azul em Londres?  E não é Photoshop não! #Londressemfiltro

Tower of London e Tower Bridge, foi quase um dia inteiro de passeio encantador em museus e sem parque de diversões. E você achava que isso não era possível?

Make some noise
It’s ok to talk. There are many ways to get a conversation going.

What is the biggest, strangest, funniest thing you have ever seen?

Don’t be embarrassed about sharing your reactions.

We love to hear your gasps, shouts and laughter.

Don’t be afraid to ask. Our staff are ready to answer your questions.

Some are even fully trained story-tellers!”

Não disse que Londres era super kids friendly? Pode colocar na sua lista, inclusive incluindo passeios a museus, as crianças vão amar!

Próximo post – Londres – as crianças amaram Buckingham Palace e Kensington

E vocês conseguem aproveitar?

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É preciso ser sincera… claro que sim!

Passamos dias a fio todos juntos, numa relação intensa e sem a pressão da rotina do dia a dia. Temos tempo para estarmos juntos.

E também nos divertimos muito, passeamos, brincamos, rimos, experimentamos coisas diversas, tiramos fotos, descobrimos novidades e pedacinhos do mundo juntos.

Eles crescem, amadurecem e descobrem muitas coisas nestes dias. E nós estamos lá, ao seus lados.

Agora é claro que esta não é uma viagem de baladas ou restaurantes muito badalados onde não é comum levar crianças. Não bebemos mais do que uma taça de vinho, não dormimos de madrugada, não acordamos às 11:00 horas da manhã.

Mas sempre escolhemos um restaurante muito legal e recomendado para comemorarmos nossas férias, tem dicas aqui.

Uma pracinha de Santiago

Uma pracinha de Santiago

Também não tenha a ilusão de que viajando com as crianças será possível imprimir o ritmo de viagem que dois adultos aguentam.

Não dá para caminhar 12 horas por dia. Também não dá para conhecer todas as esquinas, museus, igrejas, restaurantes e praças de Roma ou Paris ou Nova York em 3 dias. Tampouco conseguirá visitar 5 países em 15 dias. Ah, e subir os mais de 462 degraus no Vaticano… só se for no colo (do Papis) :-O !

Esqueça este tipo de programação e vá mais devagar.

Em cidades grandes, com muitas opções de passeios, escolha cuidadosamente as coisas mais interessantes e concentre-se em aproveitá-las. Considere nesta escolha lugares que tenham coisas que possam atrair e interessar aos pequenos.

E o que ficar faltando? Fica para uma próxima viagem… Não é uma ótima dica!? 🙂

Keep in mind, viajar com as crianças não é uma prova de resistência para elas.

Tente passeios mais devagar, um almoço mais demorado, uma parada num playground… Sabe que num outro ritmo acabamos descobrindo que ficar mais tempo nos lugares e fazer poucas coisas mais devagar é muito divertido?

Descobrimos coisas pequenas que na correria dos 5 países em 15 dias passariam desapercebidas. Existe uma infinidade de pracinhas com playgrounds, padarias, sorvetes, bancas de flores, lojinhas com coisinhas bonitinhas e feiras livres around world. Descubra-as!

Descobrindo um playground em Santiago do Chile

Descobrindo um playground em Santiago do Chile

E com mais tempo passamos pelos mesmos lugares, voltamos a um restaurante ou sentamos numa praça para tomar sol e sorvete como os habitantes do local. Percebemos melhor a forma como as pessoas vivem ali, nos apropriamos do  lugar. E ainda temos tempo para muitas fotos!

E as compras?

Também é possível faze-las, depende de organização, acordos muito claros e uma ajudinha do santo do Papis, que vai ter que distraí-los enquanto você olha umas coisinhas para você.

Agora não tenha a ilusão de que passará dias a fio entrando e saindo de lojas e experimentando toda a coleção de verão. Você não está sozinha em Nova York, né? Nem os Papis mais generosos costumam aguentar uma seção muito intensa de compras, imagine as crianças! Tem mais dicas aqui.

Quase tudo dito, faltou contar que a coisa que mais aproveito quando viajo com as crianças é linda, na verdade um presente delas para mim!

Elas me dão a oportunidade de conhecer ou rever lugares e coisas há muito conhecidos com novos olhos. Com os olhos de criança, aqueles que estão descobrindo o mundo!

Hoje revejo os lugares sob o ponto de vista delas. E é surpreendente a quantidade de coisas que não tinha visto ou percebido antes. Por exemplo, não mensurava o quanto Londres é mágica, um conto de fadas de verdade! (Mais aqui)

Em Londres, o conto de fadas que as crianças me apresentaram

Sinceramente, talvez não tenha aproveitado tanto os lugares e viagens sem as crianças…

Londres – as crianças curtiram a troca da guarda e Kensington

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Post anterior – Londres – as crianças amaram London Tower e Tower Bridge

Buckingham Palace e Kensington Palace.

Animadíssimos com a visita ao Museu das Jóias da Coroa no dia anterior acordamos para um dia muito especial: a visita a Buckingham – o palácio da rainha e a Troca da Guarda!

Chegamos de taxi até as redondezas do Palácio de Buckingham e caminhamos um pouco até chegarmos próximo ao portão.

Prepare-se por que fica cheio de gente, nada que justifique não ir até lá, pelo contrário: este é um passeio imperdível em Londres! Então segure as mãos da galerinha e vamos que vamos!

Durante o inverno, que era o nosso caso, a troca acontece dia sim dia não. No ano de 2010 acontecia às 11:00h. O melhor a fazer é checar a programação da troca com antecedência e ajustar os passeios dos outros dias a partir desta informação, cheque aqui.

“São os soldadinhos de chumbo da rainha!” exclamou Iaiá encantada.

Os “soldadinhos de chumbo”, os Queen’s Guards, que fazem a guarda do palácio passam em desfile acompanhados da banda (Guard Band) que toca músicas diversas – militares e até de filmes. Os soldados desfilam vestidos de uniforme vermelho e aquele chapéu preto que parece esconder os olhos deles, os bearskins caps – feitos de pele de urso negro do Canadá, ai coitados dos ursos…

“Mamãe, mas como é que eles enxergam o caminho?”, perguntou o Dito. Não sei Dito, também nunca entendi, e olhando de pertinho é fácil perceber os olhos de muitos deles, mas de fato em alguns deles parece que os olhos estão mesmo escondidos!

A marcha da guarda vem do Wellington Barracks – mais ou menos no percurso abaixo, mas a parte mais legal da cerimônia é a “troca” propriamente que acontece no jardim do palácio.

Se você chegar cedo pode conseguir um bom lugar próximo ao meio fio e ao portão de acesso aos jardins do palácio, próximo ao Victoria Memorial. Ou bem na grade do jardim, também é uma ótima posição. Mas… para as crianças a melhor forma para assistir a cerimônia é no “cavalinho do Papis”! Sério, é o camorote preferido deles, dá para acompanhar tudo tudo! 🙂

Buckingham Palace pode ser visitado, assim como seus estábulos os Royal Mews e a Queen’s Gallery. Só é preciso checar as datas e horários de abertura.

Nossas Dicas sobre a Troca da Guarda e Buckingham Palace:

1) chegar cedo é bom, muiiito cedo pode ser cansativo;

2) sentar no meio-fio é bom para ver o desfile, mas a Troca da Guarda propriamente acontece no jardim. Então um lugarzinho próximo ao portão é bem legal.

3) no inverno a Troca da Guarda só acontece em dias alternados, por isso é importante checar as datas e horários logo no dia da sua chegada e se planejar.

4) é um passeio a céu aberto, pense duas vezes se estiver chovendo. Por isso é interessante planejar faze-lo no primeiro ou segundo dia da viagem, assim se estiver chovendo, ou não houver a Troca, você ainda tem outros dias possíveis pela frente.

5) se você ama os apps do iTudo, baixe o Changing Guards que tem todas as informações, mapas e  horários da cerimônia.

6) não há banheiros, fraldários, lanchonetes, água nas redondezas…

7) se o estandarte real estiver hasteado em Buckingham significa que a rainha está lá. Se a bandeira hasteada for a do Reino Unido significa que a rainha não está no palácio.

Terminada a Troca da Guarda, e as muitas fotos do palácio e do balcão da Rainha, caminhamos pelo Green Park. Se curtir a idéia, é possível fazer um pic nic nos jardins, não da rainha, mas no vizinho a ele :-).

Próximo destino – Kensington Palace. Foi aí que viveu Diana e quando o visitamos em dezembro/2010 parte dele estava sendo reformado para ser a residência oficial de William e Kate após o casamento. O Palácio fica em meio ao lindo Kensington Park, com lago, pássaros, playground e lindo jardim que por si só já valem um passeio com as crianças.

Mas tem mais, é possível visitar parte do palácio: alguns aposentos reais e algumas exposições temporárias com trajes da Rainha e de Diana! Não é preciso dizer que a Iaiá amou, né? – na verdade todos amamos… Não chega a ser uma visita a um museu enorme, em uma hora estava visto, mas é um passeio incrível. Para finalizar tem aquelas lojinhas de museus onde foi possível encontrar coroas e cetros de rainha para as crianças, foi fatal. A essa altura as crianças estavam completamente inebriadas com tantas histórias reais de rainhas, princesas e príncipes (e bruxa!).

Nossas Dicas sobre o Kensington Palace:

1) se curte a idéia de um pic nic, o Kensington Gardens é um lugar perfeito para isso;

2) as crianças não pagaram para visitar o Palácio;

3) Tinha fraldário e foi super kids friendly! 🙂

4) no Kensington Garden tem o restaurante/ café Orangery. Muito legal, com menu para crianças e inclusive com opções para um típico chá inglês à tarde. Um lugar ultra agradável e como tudo em Londres: ultra kids friendly! Dá só uma olhada no que tinha escrito no menu:

“We love to see children at the Orangery and can offer them a special treat – their very own version of afternoon tea.”

Só não foi “super” barato, mas se você está acostumada aos preços de São Paulo não irá se assustar…

5) Em Kensigton Park tem um playground super legal, com o nome de Diana Memorial. Considere que tem uma caminhada até alcança-lo, mas o caminho é lindo e super agradável.

E o dia ainda não acabou! Saímos do Kensigton Park e caminhamos por Kensington – o bairro e a rua, uma região super charmosa, com lojas legais e um Whole Foods Market, na 63-97 Kensigtons High Street. Nesta loja tem vários restaurantes no primeiro andar, inclusive sushi – a comidinha preferida da turma. Também tem fraldário e um monte de crianças.

A galerinha já estava cansada então demos uma passadinha na Harrod’s – que é mais ou menos próxima daí, só para ver a fachada iluminada.

Agora, se sua turma ainda aguenta… dá para dar umas voltinhas pelo charmosíssimo bairro de Kensigton em direção à Brompton Rd e acabar a noite na Harrod’s.

Papis tem um especial elogio para lugares especiais e Kensington Palace, Park, Street e o bairro receberam o aval de Papis: “Lugarzinho agradável esse.”

Ahah, até eu que sou mais bobinha também acho! 🙂

A – Orangery; B – Kensington Palace; C – Diana Memorial Playground; D – Whole Foods; E – Harrod’s;

Próximo post – Londres – as crianças amaram Greenwich

Post do Dito (08 anos)- Londres é muito legal para as crianças

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Por Dito (09 anos, filho de Mamis):

Se crianças curtem Londres, tá brincando!?

Vou começar falando da chegada em Londres. Da para chegar em Londres de avião e da para ir de trem. Se estiverem pensando como ir de trem para Londres a resposta é ir para Paris de avião passar um tempo visitando Paris e depois ir para Londres de trem. Ainda devem estar se perguntando como passar pelo Canal da Mancha mas existe  um túnel subterrâneo que passa debaixo do canal!

Ao chegar  lá conhecemos o hotel e fomos assistir a Troca de Guardas no  Palácio de Buckingham. Depois fomos visitar o Big-Ben e também visitamos o aquário de Londres, que é muito legal.

Algodão doce e Big Ben

Andamos na maior roda-gigante do mundo e andamos de patins no gelo. Nosso hotel ficava do lado da Trafalgar Square então uma das noites eu  minha mãe e minha irmã menor Ninoca visitamos a Trafalgar Square porque nós iamos comprar comida e meu pai ficou com minha irmã Iaiá que estava doente.

Trafalgar Square

O taxi de Londres é engraçado. Ele tem 4 lugares atras 2 de frente e 2 de costa.O taxista fica do lado direito, caraca!

De taxi em Londres

Visitamos o meridiano de Greenwich e colocamos um pé no oeste e o outro no leste do mundo, acredita? Depois visitamos o Estadio Olímpico.

Com um pé no leste outro no oeste do mundo!

Tambem visitamos a Torre de Londres que é uma construção medieval que ficava perto da Tower Bridge onde tem um Museu das Jóias da Coroa com o cetro da rainha, as coroas da rainha e o maior diamante do mundo! A Iaiá amou o diamante!

O soldadinho de chumbo que guarda as jóias da rainha

Vimos muitas pessoas na rua porque era ano novo, também vimos muitos indianos, inclusive daqueles que usam turbantes. Só não encontramos o Paul McCartney.

Aí me perguntaram o que era melhor em Londres.

Por mim em viagem não tem nem melhor e nem pior. Tudo é muito bom! E Londres é muito legal para as crianças!

Assinado Dito – 09 anos

Londres – um conto de fadas real

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Pois é, já conhecia Londres há anos. Já tinha visitado a maior parte das importantes atrações turísticas e a tinha com uma cidade muiiito legal, além de linda!

Mas eu nunca tinha visto Londres sob o olhar das crianças e sabem o que eu aprendi com elas?

Que Londres é a sede de um conto de fadas da vida real!

E você achava que não dava para aproveitar a viagem com as crianças?

Londres entrou no nosso roteiro especialmente porque o Dito e a Iaiá (Papis e Mamis também) amam os Beatles. Foi por causa dos Fab 4 que fomos parar em Londres e especialmente a Iaiá acreditava que encontraria Paul McCartney na Abbey Road, como se fosse o Mickey na Disney?! 🙂

Sir Paul não estava na Abbey Road 😦

Não encontramos Sir Paul, mas descobrimos um conto de fadas de verdade numa cidade linda, limpíssima e completamente kids friendly!

E foram as crianças que (re)construíram as histórias de princesas dos livros nesta linda cidade.

Olha, com todo o meu respeito e admiração à família real inglesa, a história abaixo foi construída pelas crianças, tá? Estou apenas recontando.

Em Londres as crianças se encantaram com a Rainha Elizabeth. Viram seus soldadinhos de chumbo, seus palácios, sua carruagem, seus jardins, as cenas da sua coroação, suas jóias e sua coroa e cedro.

Depois descobriram o futuro rei (“Acho que ele não se parece muito com um príncipe, não é mamãe?” – palavras da Iaiá aos 5 anos) que foi casado com uma princesa linda, que vivia no Kensington Palace que nós também visitamos.

E então esta princesa linda morreu, segundo as crianças, enfeitiçada pela bruxa malvada. E seu príncipe, que não era lá tão lindo assim, foi também enfeitiçado e se casou de novo! Guess quem é a bruxa malvada da história e onde ela foi parar?!

Mas como respeito a família real vou pular esta parte, fica por conta da sua imaginação, ou dos seus filhos!

Voltando à linda princesa que morreu, ela teve dois filhos príncipes e aquele que será o rei se casou com uma plebéia linda, numa linda cerimônia que aconteceu 4 meses depois de termos visitado Westminster, Buckingham Palace, o caminho do cortejo real e o Palácio de Kensington onde eles moram agora!

Em Kensington Palace, onde viveu a linda princesa Diana e para onde se mudaram, o lindo príncipe William e sua princesa Kate

No dia do casamento de William e Kate, e depois na festa do Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth, as crianças identificavam todo o caminho, os lugares, as pessoas. Vibraram com alegria, com se estivessem vendo um filme de velhos amigos em lugares familiares.

Quem acha que contos de fadas, príncipes, princesas, castelos, carruagens, barcos de ouro e bruxas não existem ainda não conhece Londres como as crianças.

London is much, much more than just cool!

Sobre guerras e viagens

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Dia desses aquela conversa que rola no carro depois da aula se enveredou para o tema “guerra”, algo que as crianças estão descobrindo agora.

Aí no meu papel de mãe equilibrista fiquei lá, tentando não assustar e não contando detalhes desnecessários, mas respondendo aquilo que julgava que suportariam.

A conversa foi longa, graças ao trânsito de SP 😦 , e acabou chegando nas cidades bombardeadas:

– Mamãe, mas jogavam bombas para destruir as cidades? E as pessoas? E as escolas? E as casas? E Paris? E Londres? E NY? E São Paulo?

E mamãe se equilibrava na corda bem fininha. Expliquei das muitas guerras que aconteceram na história do mundo, da inabilidade do homem em negociar e de sua necessidade de impor suas posições, dei voltas, mas queriam saber das Guerras Mundiais…

Acabei contando que durante as guerras cidades são sim bombardeadas, invadidas e por vezes destruídas. Algumas delas sofreram na Primeira ou na Segunda ou em ambas as Guerras Mundiais, como Londres. Contei de Viena, que teve 70% da cidade destruída por bombardeios durante a Segunda Guerra. Contei da divisão de Berlim e de sua igreja bombardeada.

Kaiser-Wilhelm Gedächtniskirche - Berlin

Berlim: Kaiser-Wilhelm Gedächtniskirche

Contei que São Petersburgo resistiu por 900 dias ao cerco alemão. Contei que Paris não tinha sido bombardeada na Segunda Guerra porque foi dominada pelos alemães, que tinham ordem para incendia-la mas não tiveram coragem de faze-lo, e quando Paris foi finalmente retomada pelos Aliados houve um desfile pela Champs Elysées.

Não tive coragem de contar sobre as bombas atômicas, não falei das barbaridades contra seres humanos. Não tive coragem.

Mas tentei destacar que o mundo vive hoje uma época de relativa paz, que o Brasil é um país pacífico, reconhecido historicamente por sua habilidade diplomática… blá, blá, blá.

Houve um silêncio tão pesado que eu quase podia ouvir o barulho de algumas tacinhas de inocência e fantasia da infância serem quebradas dentro do Dito e da Iaiá.

Berlim altar

No altar bombardeado de Gedächtniskirche , Cristo perdeu o braço direito. Das coisas mais chocantes  que já vi.

Depois de longos segundos o Dito recomeçou:

– Sabe mamãe, eu acho que além de ter uma lei que obriga a gente a ir para a escola deveria ter também uma lei que obrigasse as pessoas a viajarem. É, porque alguém que conhece outros países e outras cidades, que conhece os moradores de outros lugares, que comeu suas comidas, que tirou foto em em suas praças, que navegou pelos seus rios… nunca teria coragem de mandar bombardear Londres ou colocar fogo em Paris ou qualquer outro lugar no mundo!

*

“Talvez viajar não previna intolerância,

mas ao nos mostrar que pessoas choram, sorriem, comem, sentem medo e morrem,

introduz a idéia de que se tentarmos e entendermos uns aos outros,

podemos até mesmo nos tornar amigos.” – Maya Angelou – tradução livre

*

“Perhaps travel cannot prevent bigotry,

but by demonstrating that all peoples cry, laugh, eat, worry, and die,

it can introduce the idea that if we try and understand each other,

we may even become friends.” – Maya Angelou

Leitura para os pais 1 – Crianças francesas não atiram comida e não fazem manha!

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Entre os maiores desafios de nossas vidas está educar nossos filhos. Tarefa diária, interminável e, lugar comum mas preciso, sem manual.

Viajar com a turminha é também uma ótima oportunidade de educa-los para o mundo, mostrando as diferenças culturais e inclusive apontado sua repercussão no comportamento das pessoas. Durante as viagens somos desafiados a nos adaptar a essas diferenças, nem que seja para não causarmos desconforto àqueles do entorno.

Sinto isso especialmente na Europa, onde os restaurantes são menores, onde não são ofertados desenhos e crayons nos restaurantes, onde as pessoas falam baixo e estão atentas para não incomodar o vizinho.

E não são apenas as crianças que são educadas nas viagens, diante das diferenças e diversidades nós adultos também vamos nos questionando, nos modificando e corrigindo. Tentando acertar ou ao menos não errar muito. Se não é possível ser perfeito, que ao menos não sejamos um desastre.

Compartilho estes questionamentos com algumas amigas próximas e o livro Crianças francesas não atiram comida de Pamela Druckerman, toca em muitos dos pontos que a vida e as viagens nos apresentam.

Então, se sobrar um tempinho para ler, pensar, concordar, discordar, rir… e para aprender muiiito!

French Children Don’t Throw Food: Parenting Secrets From Paris – Pamela Druckerman

* em junho/2012 ainda não tinha sido publicado em português e só consegui comprar na Amazon.co.uk;

** Atualizado em julho/2013 – Foi traduzido e está à venda no Brasil com o título Crianças francesas não fazem manha. Só tiraram o xadrez da geléia francesa da capa 😦  !

Leitura para as crianças 1 – O hambúguer era de carneiro

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Aqui a sugestão de leitura é para as crianças, mas os pais também vão se divertir muito. O livro é ótimo para todo mundo, amamamos!

“Do que eu mais gosto nas viagens é conhecer aquilo que é diferente. Como a Alice no País das Maravilhas que entrou por uma porta e viu coisas que pareciam um sonho. Adoro pegar um avião (um trem, um barco ou um carro) e chegar a um lugar onde a forma de se vestir, as comidas, as casas, as crenças não são iguais às minhas. Camelos na estrada, meninas vestidas com tecidos coloridos e brilhantes, comidas que a gente nunca provou antes, rio sagrado, bicicletáxi… é maravilhos! A beleza do mundo é a diferença entre os lugares e as pessoas.”

Daniela Chindler em “O hambúrguer era de carneiro – diário de uma viagem à Índia”, Editora Rocco

O Dito leu com cerca de 09 anos, já a Iaiá tinha 07 anos.

Clima – previsão do tempo

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Outra informação essencial antes de sair por aí: as condições do clima.

As variações climáticas na estação em que acontecerá a viagem e especialmente a previsão nas semanas que a antecedem são essenciais para sua organização e planejamento.

Desta informação depende a arrumação das malas: ela definirá a quantidade de roupas a ser levada e o tamanho das malas.

E consequentemente esta informação garantirá a eficácia, ou não, das malas levadas.

Então dê uma olhada no Weather.com, que costuma resolver o problema. Lá é possível verificar as temperaturas médias mensais com detalhes muito precisos.

Descobri que isto já não é uma verdade absoluta desde 2013. No Weather.com não consigo descobrir a média anual de Estocolmo, por exemplo. Mas descobri esta média no World Weather on line. Lá, depois de encontrada a cidade tem uma opção de abrir o “monthly climate averages”. Aí sim é possível checar a média anual de temperatura e precipitação, o que é essencial no planejamento de uma viagem. 

Ns semanas que antecedem a viagem é possível verificar a previsão diária para os próximos dias em ambos os links. Vá acompanhando, semana a semana, assim é mais seguro acertar o conteúdo da mala.

E se tiver dúvidas ou dificuldades para  navegar pelo Weather.com o blog dos blogs – Viaje na Viagem,  tem uma perfeita explicação do passo a passo neste post aqui.

Ah, uma última dica: às vezes não encontramos estas previsões climáticas detalhadas para pequenas cidades. Se for o seu caso, tente a previsão do tempo para cidades um pouco maiores na mesma região de sua pequena cidade.

Já checou a previsão do tempo? Então já pode começar a arrumar as malas!

Uma forcinha (bem grande…)

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Se você ainda tem dúvidas sobre viajar com as crianças, se ainda se acha uma extraterrestre ou teme ter perdido o juízo, leia esta história.

Este casal sueco partiu para a lua de mel na Austrália, Nova Zelândia, Japão e Indonésia com um bebê de poucos meses. Acontece que eles não foram parar no jornal por causa da longa viagem com um bebê, mas sim por terem estado presentes em todos os desastres naturais ocorridos nestas regiões naqueles meses.

Antes de se impressionar com a história relaxe, acabou tudo bem. Depois perceba que o espanto não é com o fato deles estarem viajando com a filhinha, em lua de mel. Nos países nórdicos as licenças maternidade são enormes, então é comum famílias aproveitarem para realizar longas viagens com os pequenos.

Incrível: Lua-de-mel de casal sueco segue ‘trilha de destruição’ pelo mundo – 10/04/2011

Lua de Mel e desastres naturais pelo mundo 

A viagem de quatro meses de Stefan and Erika Svanstrom, com a bebê Elinor, era para ter sido uma lua-de-mel descontraída e ensolarada, mas acabou sendo marcada por desastres naturais.

Começando pela Alemanha onde enfrentaram uma tempestade de neve, foram para a Austrália, onde passaram por áreas afetadas por incêndios florestais, além de tempestades de monsões, lá e em Bali, na Indonésia.

Depois foram para Cairns, na Austrália, onde atravessaram o ciclone Yasi, o mais destrutivo a atingir a região em vários anos. Na próxima parada, o Japão, acabaram vivendo o terremoto em Tóquio.

Para encerrar, foram para Brisbane, na Austrália, logo depois das enchentes que devastaram a região.

Stefan, Erika and  Elinor

Veja mais na BBC:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2011/04/110408_videoluademelebc.shtml